Você já fez as contas de quanto precisa trabalhar para se aposentar?

Cedo ou tarde, todo mundo pensa em garantir a sua aposentadoria. E você, já pensou na sua? Já sabe quanto tempo de trabalho precisa para garantir esse direito? Se não, leia este artigo para entender os modelos de previdência e confira qual a melhor opção para você.

Você certamente já ouviu falar da reforma da previdência e de como ela pode influenciar na sua aposentadoria. Mas, já parou para pensar em quanto tempo você trabalhará para usufruir desse direito e se existem alternativas para não depender somente da previdência social?

Se você está com dúvidas sobre esse assunto, não tem problema, porque muitos brasileiros estão confusos com as novas medidas, pensando se vão conseguir se aposentar ou não, ainda mais com a mudança nas regras do INSS e a pandemia do novo coronavírus, que afetou ainda mais as relações trabalhistas.

Conforme matéria do G1, o IBGE mostrou em pesquisa de 2018 que de 1 a cada 4 brasileiros será idoso no ano de 2060. Ainda ressaltou a pesquisa que no ano de 2034, 15% da população já será idosa. Esses dados, com certeza, dão um caráter cada vez mais urgente para se preocupar ainda mais com a sua aposentadoria.

Além disso, de acordo com a reforma da previdência, aprovada em 2019, o tempo de contribuição, para a obtenção dos 100% da média salarial, aumentou: homens terão de contribuir por 40 anos e mulheres, por 35 anos, para o INSS, conforme reportagem do UOL.

Mesmo com essas mudanças, ainda há muitas possibilidades além da previdência social para que você se aposente sem depender dela. Um dos exemplos que você pode observar melhor é entender como funciona a renda vitalícia da previdência.

Ficou interessado? Então siga neste texto para entender mais sobre o que é previdência, quais as vantagens de você fazer a previdência privada em relação à social e quais as suas modalidades de contribuição.

O que é a previdência?

A previdência nada mais é do que uma forma de poupança para que, na hora de se aposentar, o trabalhador não fique desamparado financeiramente.

Existem dois tipos de previdência com que um trabalhador comum pode conseguir se aposentar. Uma é a social, organizada pelo INSS, a outra é a privada, a qual daremos mais destaque adiante. Entenda um pouco mais sobre a social, primeiro.

Toda previdência social é pública. Portanto, todo trabalhador brasileiro tem direito a alguma renda na aposentadoria. Além de garantir esta por idade ou por tempo de contribuição, a previdência social assegura direitos trabalhistas como “nos casos de invalidez laboral, gravidez, doenças, desemprego” e entre outros, conforme matéria do Jornal Contábil.

No entanto, embora seja instrumento importante para a manutenção dos direitos dos trabalhadores, de forma geral, a aposentadoria pela previdência social tem sido desinteressante. Isso se evidencia pela reportagem do UOL, sobre a reforma da previdência, em que demonstrou que haverá uma desigualdade maior no tempo de contribuição dos pobres que no da classe média, o qual será de 11 anos.

Outros fatores desfavoráveis são o aumento no tempo de contribuição para que  homens e mulheres (40 e 35 respectivamente) consigam obter 100% da média dos seus salários, conforme noticiou a reportagem. Além disso, o benefício não pode ultrapassar o teto do INSS, que em 2021, é de R$ 6433,57.

Regras da transição

A Reforma da Previdência afetou todos os trabalhadores do país, mas em níveis diferentes. O estágio da atividade de trabalho em que o contribuinte estava quando a Reforma foi promulgada, é um dos fatores que determinará quanto tempo de trabalho ainda resta para ele se aposentar.

Por isso, é importante saber em qual desses grupos o trabalhador se encaixa:

  • Primeiro grupo – todos aqueles trabalhadores que já haviam atingido os requisitos necessários para a obtenção de algum benefício até a data 13 de novembro de 2019, dia em que as regras da Reforma da Previdência começaram a valer.
  • Segundo grupo – todos aqueles trabalhadores que começaram a contribuir com o INSS após a Reforma da Previdência ser promulgada. Para qual as novas regras serão aplicadas integralmente.
  • Terceiro grupo –  por fim, nesse grupo se encontram os trabalhadores que já estavam no mercado de trabalho e contribuem para o INSS mas não haviam atingido os requisitos mínimos quando a Reforma da Previdência foi promulgada.

Para o primeiro grupo, o art. 3° da Emenda Constitucional 103/2019, garante que os segurados que já haviam conquistado os requisitos para a concessão do benefício antes da Reforma, mesmo que venham requerer depois, poderão ter o cálculo da aposentadoria feito de acordo com as regras anteriores à mudança legislativa.

Por que escolher a previdência privada?

A previdência privada tem ganhado destaque como alternativa de muitos trabalhadores para não dependerem somente do INSS para se aposentarem. Ela, por muitos anos, foi vista muitas vezes como um complemento para a renda da aposentadoria social, mas, hoje, é vista como uma alternativa.

Isso, porque a previdência privada não possui relação com o INSS, portanto, não tem teto de recebimento do benefício, o que se torna bem interessante para quem quiser manter o seu salário integral, por exemplo.

Além disso, outra vantagem atrativa para quem usa esse modelo é para o trabalhador autônomo, pois, não são necessárias comprovações sobre tempo de trabalho, como ocorre na pública, que por exemplo exige um tempo mínimo de 15 anos de contribuição para mulher de 62 anos e 20 anos de contribuição para homens de 65.

Em geral, segundo o mesmo Jornal Contábil, no modelo da previdência privada, dependendo do plano que escolher, você terá uma liberdade maior na retirada do seu dinheiro acumulado, podendo retirar tudo de uma vez ou mensalmente, conforme o contrato com o banco.

Da mesma forma, isso acontece com a quantidade de dinheiro que você quer poupar, se será mensalmente ou se será o depósito total da quantia. Assim, você tem mais controle da maneira como você quer depositar e retirar o dinheiro.

Quais os tipos de previdência privada?

Existem dois tipos dessa previdência: a aberta e a fechada. A modalidade aberta é oferecida pelos bancos aos seus clientes, cobrando taxas definidas pelas instituições na contratação dos planos, que podem ser o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) ou o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). Entenda as suas diferenças.

O PGBL é mais apropriado, segundo o Jornal Contábil, para trabalhadores cuja renda e despesa são maiores, principalmente para aqueles que declaram imposto de renda, que pode ser abatido em 12% da renda bruta anual. No entanto, na retirada do dinheiro investido, será cobrado o imposto sobre o total desta renda.

Já o VGBL é recomendado para trabalhadores cuja declaração do IR é mais simplificada, com menos deduções a fazer. No entanto, aparentemente, sua escolha pode ser mais vantajosa do que a pelo primeiro plano, pois o IR incide sobre os rendimentos, não sobre o montante total na retirada.

E, por último, existe a modalidade fechada dessa previdência, que é oferecida pelas empresas aos seus colaboradores, sem a intenção de lucrar com o plano ofertado.

Essa modalidade é também conhecida como Fundo de Pensão e dele, existem dois planos, o Instituído, em que o trabalhador é o único responsável pelos depósitos, e o Patrocinado, que conforme o nome diz, a aposentadoria também é paga pela empresa.


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