É possível acreditar que teremos home office para sempre?

Entenda porque o regime de home office vem sendo cotado para se tornar a forma definitiva de trabalho mesmo após a pandemia e confira os seus benefícios

A pandemia causada pela Covid-19 surpreendeu o mundo inteiro e trouxe uma série de transformações que serão marcantes, tanto na vida pessoal, como na profissional. E sem dúvidas, uma das mudanças mais radicais provocadas pela chegada do vírus foi a implementação do regime de home office na maioria das empresas.

Diante da obrigatoriedade do distanciamento social, o regime de trabalho remoto se tornou regra para uma maior proteção dos colaboradores, os quais deveriam manter um distanciamento social. Além de ter que lidar com a pandemia em si, as companhias não podem deixar de lado outros desafios acarretados por ela.

Uma grande dificuldade dos últimos meses, por exemplo, passou a ser a busca de como diminuir o turnover durante esse momento tão delicado, visando principalmente a retenção de talentos e a diminuição de gastos como demissões desnecessárias.

Outra grande preocupação que tem tomado conta dos pensamentos de todos os funcionários é a duração do home office. Quanto tempo mais será necessário trabalhar em casa? Será que as empresas irão retornar algum dia aos escritórios como ocorria até ano passado? Confira tudo sobre esse tema agora!

O home office veio para ficar?

Apesar de ser um regime bastante conhecido, o home office não era uma prática extremamente difundida na maioria das empresas brasileiras, muito menos durante tanto tempo como nos últimos meses.

Toda a situação causada pela Covid-19 acaba por levantar questionamentos sobre quanto tempo mais esse regime irá durar e, principalmente, se depois que a pandemia passar, ele irá perdurar e como será recebido pelos trabalhadores.

Um ano após o início da crise sanitária o Brasil ainda se encontra em uma situação bastante complicada, dificultando um cenário otimista para o final do home office por aqui. Justamente por conta desse preocupante panorama, muitas empresas já decretaram regime de trabalho remoto permanente.

Podemos citar como exemplo o caso da própria Petrobras. Recentemente a companhia divulgou que metade da equipe administrativa poderá, caso os colaboradores tenham interesse, optar pelo home office permanente.

A ideia é manter apenas escritórios inteligentes, com mesas compartilhadas focadas no uso casual e para quem se sente mais à vontade trabalhando em modelo presencial.

Adaptação necessária

Mesmo sem saber até quando essa situação vai se estender, a maioria das companhias já demonstraram interesse em instituir o regime de home office definitivamente depois da pandemia.

Entretanto, é necessário se atentar que não são todos os cargos, muito menos todas as pessoas que se adaptam à essa modalidade.

Segundo pesquisa realizada pela FIA (Fundação Instituto de Administração), as empresas que mais migraram para esse modelo foram as pequenas.

Mais da metade da força de trabalho iniciou a jornada de forma remota, reduzindo bastante custos e aumentando a produtividade.

A partir desse percentual é possível identificar que o home office não é possível para todos. De maneira geral, ainda de acordo com os resultados da pesquisa, apenas 46% do corpo de funcionários das 139 empresas entrevistadas é passível de trabalhar dessa maneira.

De um lado, quem trabalha no setor de serviços hospitalares são os que têm menos funções adaptáveis ao home office – apenas 23,8%. Por outro lado, o setor de comércio e serviços lidera com 64,3% dos cargos aptos ao trabalho remoto permanente.

Em seguida é possível perceber que as pequenas e médias empresas possuem maior facilidade para se adaptar a esse regime.

Como será o futuro?

De acordo com os dados disponibilizados, apenas 17% das empresas ouvidas apresentaram interesse em manter o regime de home office de forma permanente para todos os seus funcionários após o término da pandemia.

Apesar do baixo índice, é preciso observar que outras companhias têm interesse em continuar com o trabalho remoto permanente, entretanto apenas para uma parcela dos colaboradores.

Aproximadamente 70% dos entrevistados afirmou que pretende sim dar continuidade à prática para 25% dos colaboradores ou menos.

Esse índice pode ser lido como uma consequência ao êxito obtido pela quase totalidade das empresas que adotaram o home office durante a pandemia.

Independente da porcentagem desejada pela companhia, com a intenção de continuar o trabalho remoto de maneira permanente vem junto a necessidade de adaptação à nova prática. Novos deveres acabam surgindo, tais como:

  • Oferta de capacitação;
  • Custeamento de internet, conta de telefone, luz e mobiliário quando necessário,
  • Acompanhamento psicológico.

Dessa maneira, o colaborador tem seu ambiente de trabalho – mesmo que em casa – garantido de maneira segura e adequada para uma boa realização de suas funções. Atentar para essas novas características do home office é essencial, pois impacta diretamente na produtividade dos indivíduos.

Assim, é possível observar que o trabalho remoto de forma permanente tem chances de perdurar após o período de pandemia, dependendo do setor econômico em foco, é claro.

Mesmo que continue, o home office ainda é uma modalidade de trabalho e deve ser tratada com a mesma seriedade por parte da empresa, sendo assim, aquelas que optarem por essa mudança definitiva devem se preparar para oferecer boas ferramentas aos seus colaboradores.

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